Impostômetro

26 de março de 2013

Agricultura orgânica ajuda a mudar a vida famílias de baixa renda no Piauí


 


Piauí já o terceiro em unidades controladas de produção de orgânicos. 
Cultivo é a esperança de geração de renda para milhares de famílias.

Pedro SantiagoDo G1 PI
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Miniatura do projeto Pais no Piauí (Foto:  Carlos Augusto F. Lima)Miniatura do projeto Pais no Piauí (Foto: Carlos Augusto F. Lima)

Robson Santos, à direita, explica o Pais durante a feira do empreendedor (Foto:  Carlos Augusto F. Lima)Robson Santos, à direita, explica o Pais durante a feira do empreendedor (Foto: Carlos Augusto F. Lima)

Agricultura Orgânica, processo produtivo no qual não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente, tem se tornado uma boa opção para os agricultores piauienses que cultivam o solo unicamente para subsistência.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgados no mês de julho sobre a produção de orgânicos no país, a participação do Piauí ainda é tímida em relação à área plantada, mas, quando falamos em unidades controladas, o estado figura entre os três primeiros do Brasil. O estudo se refere à produção por estado, área de produção e extrativismo e unidades controladas.
Grande parte desse resultado se deve a ação do projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais). Uma iniciativa do serviço brasileiro de apoio às micro e pequenas empresas (Sebrae), Fundação Banco do Brasil, Ministério da Integração Nacional e Prefeituras.
De acordo com Robson Santos, gestor do Projeto do Sebrae no Piauí, o Pais é uma tecnologia social que visa apoiar e financiar a implantação de hortas em formato circular em pequenas propriedades rurais, sem o uso de agrotóxicos ou adubos químicos, e seguindo os princípios agroecológicos de produção sustentável.
“O Pais é um sistema simples de produção em um pequeno terreno de 50 por 50 metros, no qual estão integrados o cultivo de hortaliças, fruticultura e a criação de pequenos animais”, explica Robson.
Esse projeto já instalou mais de 420 unidades em 33 municípios em todo o Piauí. Cada horta cultiva entre 10 e 15 tipos de hortaliças. Uma forma de agricultura que serve tanto para a subsistência quanto para a geração de renda familiar.
Casos de sucesso
O município de Esperantina é um caso de sucesso de implantação do Pais. Já são mais de 30 famílias trabalhando com orgânicos. Bernardo Amorim é um desses agricultores. Ele conta que as famílias se juntaram para criar uma feira apenas com produtos orgânicos.
“Nós vendemos nossas hortaliças, frutas, mel, animais de pequeno porte e artesanato. Tudo na nossa feira é naturalmente produzido”, conta Bernardo. Segundo ele, com o trabalho desenvolvido, cada família vem conseguindo, em média, uma renda de mais de R$ 600.
A cidade de Barras também colhe bons resultados. Renato Ferreira da Costa, agricultor orgânico no município, afirma que o cultivo de produtos naturais mudou a vida de muitas famílias da região. “Agora temos o que comer e o que vender. Podemos comprar uma roupa, um calçado melhor para a família. As pessoas vêm comprando nossas hortaliças cada vez mais ao criar consciência da qualidade dos nossos produtos. A gente acredita que vai melhorar ainda mais”, diz.
De acordo com Robson Santos, gestor do PAIS no Piauí, a tendência é que os produtores se organizem cada vez mais, refinando sua produção e se adequando as exigências das grande lojas de varejo.
“Estamos ministrando cursos de como acondicionar e embalar os produtos. As hortaliças vendidas em porções menores são mais caras. Eles estão entendendo isso e se preparando para chegar às prateleiras dos mercados e supermercados”, conta.
Horta Urbana
Uma prova da força que os a agricultura orgânica vem ganhando está nas hortas comunitárias urbanas de Teresina. Atualmente são mais de 3 mil e 200 famílias atuando nas mais de 40 hortas comunitárias, com destaque para o cinturão verde de mais de cinco quilômetros, situado no Bairro Dirceu Arcoverde, a maior horta urbana da América Latina.
Apesar dos números expressivos, as hortas de Teresina não podem ser chamadas de agricultura orgânica, pois utilizam alguns insumos industrializados. Entretanto, segundo Judivan Vieira, diretor de extensão rural da Secretaria Municipal de Agricultura de Teresina, a utilização de fertilizantes sintéticos e agrotóxicos não deve durar muito. O município foi contemplado com um edital do Ministério do Desenvolvimento social que prevê a conversão de mais de mil famílias para agricultura orgânica.
“Nós aprovamos um projeto de mais de R$ 1 milhão e 200 mil que vai beneficiar 1322 famílias. O recurso será utilizado para insumo, matérias, certificação, capacitação e orientação em produção orgânica. A intenção é concluir projeto em um ano”, explica.
Ainda de acordo com Judivan, o objetivo da Prefeitura de Teresina é transformar, em orgânicos, todas as hortas urbanas da cidade em no máximo três anos.
Piauí
A agricultura orgânica vem sendo implantado em todas as regiões do Piauí. Existe registro de projetos nas regiões de Picos, São Raimundo Nonato, Bom Jesus e Luís Correia.
Um fato que pode impulsionar ainda mais o cultivo de orgânicos no estado é a finalização dos do Perímetro Irrigado dos Tabuleiros Litorâneos, localizado em Parnaíba e Buriti dos Lopes. “Após a conclusão do projeto, o perímetro será a maior área contínua plantada com frutas orgânicas do Brasil”, afirma o gerente executivo do Distrito de Irrigação, Francisco Suassuna de Alencar Neto.

Dossiê ABRASCO – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde : Parte I – Agrotóxicos, Segurança Alimentar e Saúde

Dossiê ABRASCO – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde : Parte I – Agrotóxicos, Segurança Alimentar e Saúde 

leia o documento atraves do link:

fonte: Blog Agricultura Orgânica

19 de março de 2013

Programa Bancos Comunitários de Sementes é lançado no Acre

Duzentos agricultores receberão 10 quilos de sementes de mucuna preta para plantio em áreas degradadas
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60 produtores já têm certificação que os habilita a comercializar produtos (Foto: Angela Peres/Secom)
Duzentos agricultores dos municípios de Rio Branco, Plácido de Castro e Bujari começam a receber ainda esta semana sementes de mucuna preta como parte da execução de uma das fases do programa Bancos Comunitários de Sementes, lançado nesta manhã no auditório da superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Acre. Cada um dos produtores ou associação de produtores de agricultura orgânica previamente selecionados receberá 10 quilos de sementes para plantio em áreas degradadas ou no incremento dos solos em processo de recuperação. O programa prevê a distribuição de três espécies de sementes, mas o Acre foi contemplado com a mucuna preta por ser a mais indicada para as áreas a serem trabalhadas. O ciclo da semente é de oito meses. A previsão de colheita é entre os meses de maio e junho de 2009, quando os agricultores deverão devolver a mesma quantidade de semente recebida.
Paralelamente à distribuição de sementes, a superintendência do Mapa e instituições parceiras, entre elas o Governo do Estado, por meio da Seaprof e Idaf, Prefeitura de Rio Branco, Crea, Embrapa e Comissão de Agricultura Orgânica (CPORG), desenvolvem cursos de treinamento para os produtores dos pólos Geraldo Mesquita, Benfica, Wilson Pinheiro e ribeirinhos do Moreno Maia. A previsão é de capacitar os agricultores dos projetos inscritos, bem como oferecer acompanhamento técnico durante todas as fases do programa.
"A intenção é criar uma cadeia que visa estimular cada vez mais produtores a adotarem essa prática", explica o superintendente do Mapa, Jorge Luiz Hessel. Ao devolver os dez quilos de mucuna preta recebidos, os agricultores contribuem com a efetivação de um banco de sementes que irá distribuir o excedente a outros produtores.
Mais saúde - Um grupo de 40 pessoas expõe o resultado do processo de adoção da agricultura orgânica no Acre todos os sábados em um feira em frente ao Terminal Urbano de Rio Branco. A população pode comprar ali frutas, verduras, legumes e até queijos e doces produzidos a partir da adubagem verde, que inclui, além do uso da mucuna, composto orgânico e biofertilizantes.
Cerca de 60 produtores já têm a certificação que os habilita a comercializar produtos cultivados sem adubos químicos. O número é incipiente, segundo a coordenadora da Comissão de Agricultura Orgânica do Acre, Maria Rosângela Barbosa, que afirma que em todo o Estado cerca de 5 mil produtores foram capacitados com cursos, palestras e em dias de campo sobre o tema.
"No início é realmente muito trabalhosa a implantação desse sistema, o resultado não é rápido e isso pode ser um dos motivos pelos quais os agricultores não aderem imediatamente", afirma Rosângela Barbosa. Ela acrescenta que uma das grandes vantagens da adubagem verde é um solo mais enriquecido e o fator saúde gerado pelo consumo e produção de alimentos sem compostos químicos.

fonte: "http://www.agencia.ac.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6176&Itemid=41".